Paulo Gil – Nosso homem na Rússia






A RÚSSIA ADORA O BEACH SOCCER – O beach soccer carioca está muito bem representado no Campeonato Russo de Beach Soccer que começa nesta quarta-feira. Vários jogadores do Rio foram convidados para jogar em times da terra de Vladimir Putin. Ali o beach soccer progrediu muito e, nos torneios importantes, as equipes costumam importar atletas brasileiros com o objetivo de adquirir melhores resultados. Equipes como o Dellta, o Kristall, o Samara e o Rotor contam com brasileiros em seu elenco. Os gêmeos Léo e Bê Martins, por exemplo, estão jogando no Delta, como anunciado em primeira mão aqui no Craques da Praia. O campeonato russo vai ser transmitido ao vivo pelo site da Federação Russa. http://www.beachsoccer.ru/ 

Paulo Gil é um dos atletas cariocas que estarão participando do campeonato russo. Ele veste a camisa do Rotor, onde atua ao lado de outro brasileiro, o Mauricinho. Paulo Gil é um jogador talentoso e experiente, que sempre se destacou no futebol de praia e no beach soccer jogando um futebol com personalidade e estilo próprio. Essa é a segunda vez que participa do campeonato russo. Direto de Volgogrado, a magnífica cidade russa às margens do rio Volga (antiga Stalingrado), Paulo Gil conversou com o Craques da Praia

1 - O que o futebol significa para você? 
Hoje o futebol, para mim, significa trabalho. Além do meu trabalho no Brasil concilio com o beach soccer na medida do possível, mesmo com essa rotina de treino, viagens, jogos e trabalho. 

2 - O que exatamente você está fazendo na Rússia? 
Jogando minha segunda temporada no campeonato russo de beach soccer 

3 - Como é o beach soccer na Rússia? 
O beach soccer russo é campeão do mundo. Eles tem algumas filosofias muito diferentes das que temos Brasil. Eles um jogam um beach soccer de eficiência, não de espetáculo. E nesta segunda temporada estou tendo a oportunidade de treinar com jogadores da seleção russa e não vou perder a oportunidade de entender um pouco mais o que faz eles ganharem tantas vezes seguidas do Brasil. 

4 - Não é a primeira vez que você joga na Rússia. Como você está lidando com a cultura, a língua e os hábitos do país? 
A experiência é um diferencial em tudo nessa vida. Aqui não é diferente. Já sei o que vou encontrar pela frente, desde a alimentação até os jogos. Já morei fora por muito tempo e não me assusto com mais nada. O que eles querem no final é que você faça a diferença dentro de campo e nada mais. 

5 - O que você nos conta das mulheres russas? 
Das mulheres russas não falo nada. Só posso falar da minha esposa que é uma pessoa maravilhosa e cuida de mim e do meu filho como ninguém. 

6 - Como vê o futebol de praia carioca atualmente? 
O futebol carioca está em uma onda crescente. A nova administração da federação vem organizando campeonatos estão surgindo novos valores. O que falta é organizarmos o calendário a nível nacional e encontrarmos patrocínios que ajudem no dia a dia dos atletas, como o Botafogo faz hoje. 

7 - As viagens ao exterior te proporcionam bom retorno financeiro? 
Financeiramente subimos degrau por degrau. Mas, em dois meses jogando no exterior, tiramos praticamente o que não ganhamos no ano todo no Brasil. 

8 - Quem são os jogadores de futebol de praia que você mais admira? 
No futebol de praia sempre gostei do estilo de jogo do Buru, que reúne técnica e força. 

9 - Quem são os jogadores do futebol profissional que você mais admira? 
Seedorf 

10 - Quais seus planos para o futuro? 
Continuar conciliando trabalho e beach soccer. Quero jogar até quando eu puder ajudar as equipes por onde sou contratado. Depois administrar meus negócios e, quem sabe, ser treinador. 

11 - Quando você volta ao Brasil? 
Volto ao Brasil dia 23 de julho. Depois retorno para a Copa da Russia, em Agosto.

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